“O Português que se Correspondeu com Darwin” de Paulo Renato Trincão, é um espectáculo que apresenta uma componente de projecção de imagens das teorias divulgadas e dos locais referidos, assim como de espécies que levaram Darwin a formular a sua revolucionária teoria, assim como a dramatização de algumas das cartas que Darwin e Arruda Furtado trocaram entre si.
Desastre Nu é um espectáculo que se integra no projecto Re (Encontro) com António Aragão proposto pela Companhia em Junho de 2008 e apresentado ao público em Novembro do mesmo ano, na Casa das Mudas, da Calheta. Este projecto, feito em parceria com a Secretaria Regional de Educação e Cultura, cumpre também os objectivos do Plano Regional de Leitura, destacando o teatro como um meio importante de incentivo à leitura e à reflexão e promovendo o interesse por diferentes áreas do saber, com especial afinidade pela das expressões e das técnicas de palco, cumprindo ainda a obrigação de dar a conhecer ao público a obra deste grande nome da cultura madeirense.
Após a concretização da primeira parte do projecto da Companhia Contigo Teatro, que culminou com a apresentação do espectáculo “O Despertar da Primavera” de Frank Wedekind, no ano dos 500 anos da cidade do Funchal, a Companhia apostou na genialidade de Shakespeare em o “Sonho de uma Noite de Verão”, para mostrar que no mundo do amor, os desencontros são, afinal, um percurso possível para a felicidade.
Aproveitando o balanço de “O Despertar da Primavera” no início do ano, a Companhia Contigo Teatro lançou em Outubro de 2007, o ambicioso trabalho de adaptação de “La Nonna”, uma das mais famosas peças do escritor argentino Roberto Cossa. Na encenação um estreante: José António Barros. No palco, a estreia de João Carlos Abreu, o ex-secretário do Turismo da RAM. O palco é como não poderia deixar de ser, o Teatro Municipal Baltazar Dias.
Este espectáculo foi mais um projecto da Companhia Contigo Teatro e desta vez quisemos, através da arte teatral, recriar o mundo da adolescência, um mundo de descoberta e de afirmação, e igualmente de conflitos, para os quais devemos estar atentos. A nossa aposta foi a obra “O Despertar da Primavera” de FranK Wedekind, numa adaptação da dupla Marco Mascarenhas e Onivaldo Dutra.
É a azáfama do Natal. O Pai Natal e os seus ajudantes receberam cartas dos meninos do mundo inteiro e distribuem prendas a todos. Uma estrelinha quer ajudar. “Prenda de Natal” foi o trabalho de natal apresentado pela Companhia em 2006, no Centro Cultural do Estreito de Câmara de Lobos.
Contando e Brincando reconstitui cenas do quotidiano madeirense, recordando festas, jogos e brinquedos tradicionais, músicas e cantigas, rezas e crenças, recriando profissões e personagens.
A Birra do Morto é uma comédia que mostra a limitação humana perante o enigma da morte. E não só. Mostra também a hipocrisia de uma sociedade caricaturada numa cerimónia de funeral, onde, insolitamente, um morto não quer ser enterrado …
Apresentação de um espectáculo de teatro alusivo ao Natal. O objectivo é recriar o espírito natalício, proporcionando aos mais novos momentos de diversão e partilha de sentimentos e emoções.
Imagine-se um mundo debaixo dos nossos pés, uma sociedade inteira debaixo da terra, onde o céu são as raízes das plantas e das árvores, onde vultos se cruzam, vidas são vividas, sentimentos sentidos: onde há suor, trabalho, alegria, tristeza, risos, lágrimas… Pensemos numa sociedade que não é mais do que um reflexo subterrâneo da sociedade à superfície, pois onde há o homem, há sempre as mesmas formas de sentir e estar, para o bem e para o mal…
É isso, vamos fazer uma festa, mas não uma festa vulgar de pessoas. Com música electrónica ou pop ou tecno ou disco, nem danças comuns. Deixemo-nos embalar pelo universo mágico de Sophia de Mello Breyner, deixemos que as suas palavras transformem a nossa visão do mundo e façam falar e dançar as flores, as cores, os cheiros, os animais, as estátuas… enfim, os nossos sonhos e as nossas fantasias de infância que, bem sabemos, ainda guardamos cá dentro e que os mais jovens ainda conseguem colorir no seu dia a dia.
Uma peça de câmara que expõe o mito da maternidade e do sacrifício de mãe, quando duas crianças, que anteriormente estavam impedidas de ver a verdade, descobrem o terrível segredo que a sua mãe esconde, e decidem destruí-la.
Era uma vez é o espaço de coabitação dos animais e dos monstros, dos homens, e dos príncipes, das mulheres e das fadas, das paisagens e dos segredos, dos céus e dos infernos, dos bons e dos maus, da arrogância e da humildade, da justiça e da injustiça, da verdade e da mentira, do amor e do ódio, da guerra e da paz, da abundância e da miséria.
“O Avarento”, escrito em 1668, irá subir pela primeira vez a um palco madeirense na sala de espectáculos do Teatro Municipal Baltazar Dias, entre 12 e 16 de Fevereiro (2º Período Lectivo). O elenco é composto por um variado leque de personagens, entre as quais a personagem-tipo de um avarento parisiense obcecado pelo dinheiro e indiferente às necessidades dos outros seres humanos que o rodeiam.
A Companhia Contigo-Teatro deseja deste modo iniciar a temporada de 2003 com um texto clássico e de autor universalmente conhecido. O presente projecto liga-se à principal finalidade do grupo para o ano em curso: levar à cena espectáculos que motivem cada vez mais os jovens a encararem o teatro como um espaço de eleição para os seus questionamentos, a partir de representação de textos de autores estrangeiros, sejam ou não contemporâneos.
41 anos após a publicação da obra literária, permanecem vivas as reminiscências da omnipresença do medo e de outras misérias, dos textos que serviram para aprender que era devida obediência total e incondicional a tudo o que era imposto em nome da trilogia Deus, Pátria, Família.
O Homem que Via Passar as Estrelas, de Luís Mourão, é uma viagem ao centro dos planetas do Sistema Solar, guiada pelo grande astrónomo da Humanidade, Sir Isaac Newton.
Assim que o texto de “Stormy Weather” ficou terminado, dei-o a ler ao Carlos Varela. Como sempre acontecia, tinha de ser ele o primeiro a avaliar este meu exercício. Sentámo-nos a uma mesa e enquanto o via passar as páginas, seguia-lhe atentamente as expressões. Era difícil esconder a minha ansiedade. No final, para meu grande alívio, afirmou: “Vamos encená-lo”.
Os artistas de circo são actores em ponto de rebuçado, Anjos de Salsa e Música. Quando começamos a escrever esta peça, lembrámos a nossa infância de circos mágicos como músicas de Natal. O circo e o Natal atravessam ainda a nossa vida, como o pão e o funcho.
Três jovens, de mãos dadas, decidiram apagar a luz. Um viaduto, suspenso entre o céu da noite acabada de cair e a cidade, serviu de cenário ao seu suicídio. “Duas Horas Antes” é a primeira produção da Companhia “Contigo Teatro”.