A Birra do Morto

2006

A Birra do Morto de Vicente Sanches

A Encenação:

A única certeza que temos da vida é que todos morrem. Viver é construir um sentido à existência… e valorizamos a vida ao depararmo-nos com a fria abstracção da morte.

- Como aceitá-la? Como renegá-la? Se pensarmos que começamos a morrer a partir do momento em que nascemos, então, tentamos viver de tal modo a nossa vida, procurando esquecer que um dia teremos que morrer.

“Lá isso é verdade… A vida é assim! A felicidade, o bem-estar, uns rápidos segundos. Os suplícios, um século! Que mal feita a vida, Deus me perdoe!”

- Mas como aceitar uma vida espiritual perante o desaparecimento físico?

Como diria o poeta: “Devia morrer-se de outra maneira. Transformarmo-nos em fumo, por exemplo. Ou em nuvens. Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos os amigos mais íntimos com um cartão de convite para o ritual do Grande Desfazer.” Também embirro com a morte! Seja Ela quem for!

A Birra do Morto irá caracterizar uma cerimónia fúnebre activa e divertida de uma sociedade onde o cinismo de uns, o interesse de outros e a falsidade da maioria irá ridicularizar os medos e receios perante a morte.

“Quando eu morrer… Quero que chamem… o meu amigo ilusionista. Chamem-no por favor. Ou ele que não se esqueça e venha de sua iniciativa despedir-se de mim.” (…) “E que num último gesto generoso de amizade, realize sobre o meu cadáver um dos números da sua arte de ilusionismo deveras mágico. Feche o caixão – corpo continente do meu corpo conteúdo; bata palmas; música maestro! abra o caixão, – E nada lá dentro!”

Mas é preciso que o ritual aconteça… Contra a sua vontade o morto tinha que morrer e era do interesse de todos que ele fosse a enterrar…

Miguel Vieira (encenador)

Ficha Técnica

Texto Original: Vicente Sanches
Encenação, Selecção Musical , Adaptação de texto e Desenho de Luz: Miguel Vieira
Sonoplastia: Henrique Vieira
Concepção de Guarda-roupa e Adereços: São Gonçalves
Confecção de Guarda-roupa: Atelier AIBORDA
Caracterização: São Gonçalves
Concepção de Cartaz: Duarte Andrade
Programa: José Fernandes
Produção: Contigo Teatro

Elenco

A Viúva – Paula Camacho
O Médico – Luís Miguel Rosa
O Morto – Sandro Nóbrega
A Senhora nº1 – Vanda Caixas
A Senhora nº2 – Sofia Sales
A Senhora nº3 – Sandra Nogueira
A Senhora nº4 – Mónica Trindade
A Senhora nº5 – Vanessa Sales
Ti Camela – Maria José Costa
A Ajudanta – São Gonçalves
O Amigo – João Pedro Pupo
A Criada – Sofia Gouveia
O Agente Funerário – Miguel Ângelo Sobral
O Agente da Polícia – José Fernandes
O Polícia nº1 – Ricardo Sales
O Polícia nº2 – Fernando Melo
O Sacerdote – Carlos Vieira
Cangalheiros – António Neto, Jorge Paulos, Jorge Henriques e Bruno Cardina
Mulher – Isabel Silveira
Maestro – Luís Miguel Rosa

AGRADECIMENTOS/ APOIOS:

- Instituto da Juventude da Madeira
- Departamento de Cultura da Câmara Municipal do Funchal
- Agência Funerária “Alma Grande”
- Comissão Executiva Funchal 500 anos
- Centro Social e Paroquial do Imaculado Coração de Maria
- Funcionários e técnicos do Teatro Municipal Baltazar Dias
- Sindicato de Professores da Madeira

Galeria de Fotos: Clique aqui para ver as Fotos.

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